Mesas de discussão
Temas das discussões da 10ª Semana
Ter, 17 de Maio de 2011 02:14

Em cada canto do mundo: o trabalho dos correspondentes internacionais

O que resta da imagem glamorosa e romântica de um correspondente internacional? Para muitos jornalistas, um trabalhado solitário e generalista, que vai da cobertura do futebol à bolsa de valores, e uma rotina massacrante com fuso horário capaz de tirar o bom humor e a saúde de qualquer pessoa. Eles são os repórteres capazes de trazer um olhar nacional sobre o que acontece no mundo para seu público. Relatos de agências internacionais nunca irão substituir os correspondentes, já que ninguém sabe melhor do assunto e como abordá-lo que um jornalista do próprio país onde a notícia será veiculada. É pensando nisso que a 10ª Semana do Jornalismo traz a oportunidade de um diálogo ao vivo na internet com três correspondentes internacionais de continentes diferentes. Dias 12, 14 e 16 de setembro, sempre às 15h, com link no Twitter @semanadojor e cobertura pela conta @websemana.

Patrícia Campos de Mello, repórter especial da Folha de S. Paulo e ex-correspondente em Washington;

Eduardo Castro, correspondente da Record na África;

Fabianno Maisonnave, correspondente da Folha de S. Paulo em Pequim.

 

Violência no campo: a cobertura de conflitos na Amazônia

Pela primeira vez a região norte é campeã de homicídios no Brasil, tendo quase 34 mortos por 100 mil habitantes em 2009. Em Marabá (PA), esse número chegou à média anual de 114 homicídios por 100 mil habitantes – superior ao de Honduras, o país mais violento do mundo. Zé Cláudio e sua esposa Maria do Espírito Santo, extrativistas da região, foram vítimas desses crimes. O casal foi assassinado numa emboscada devido às constantes denúncias que faziam contra madeireiros. É nesse contexto que o debate vai abordar temas como o desmatamento ilegal e conflitos entre fazendeiros, indígenas e ambientalistas. Para discutir sobre as diferenças entre a apuração feita pelos jornalistas da região amazônica, dos profissionais especializados no assunto, dos enviados especiais e de quem cobre à distância por meio das agências de notícias, o debate conta com:

Felipe Milanez, jornalista freelancer que cobre escravidão, reservas indígenas e conflitos na Amazônia;

Daniel Bramatti, repórter do jornal O Estado de S. Paulo, enviado especial para cobrir a repercussão dos assassinatos no sudeste do Pará.

 

Entre interação e informação: o jornalismo nas mídias sociais

Dez milhões de usuários já se cadastraram no Google+, mas são poucos os veículos de comunicação que se aventuram no novo serviço para divulgar suas notícias. A explicação é que o trabalho do editor de mídias sociais não se resume a apenas criar perfis nessas redes e postar links de notícias através de programas automáticos. É uma atividade de gerenciamento de conteúdo e interação para aproximar os leitores através de diversas plataformas. Essas novas ferramentas ajudam na prática de uma das funções essenciais do jornalismo atual: ouvir quem está do outro lado. Busca por novos públicos, inspiração para pautas e coleta de feedback sobre o que já foi publicado são só algumas das maneiras de utilizar as mídias sociais. Para discutir a importância do editor de redes de relacionamentos sociais num papo sobre jornalismo geek, vamos conversar com:

Ana Brambilla, especialista em jornalismo digital e colaborativo e editora de mídias sociais da Editora Globo;

Tiago Dória, pesquisador de mídia e organizador do evento sobre jornalismo e tecnologia “Tendências conectadas nas mídias sociais”;

Rodrigo Martins, editor de mídias sociais do @estadao e ex-repórter do caderno Link.

 

11/09: o Oriente Médio em pauta após os atentados

O ano da 10ª Semana marca também o décimo aniversário da queda do World Trade Center, possivelmente o maior atentado terrorista da história. Aproveitando a efeméride e a importância do assunto, organizamos uma discussão sobre a cobertura do Oriente Médio após o ataque de 11 de Setembro. Como localizar o leitor, contextualizando uma história tão controversa como é, por exemplo, a dos países árabes? De que forma mostrar uma guerra religiosa, explicando a diferença de culturas e evitando preconceitos? Quais são as dificuldades, desde a língua até a ética, de divulgar uma informação que pode levar alguém à execução? Nesses casos em que parece tão difícil mostrar os dois lados, é importante debatermos sobre como manter uma informação equilibrada. Para falar sobre os bastidores de uma reportagem em áreas de risco e em países tão diferentes, convidamos:

Luiz Antônio Araújo, repórter especial do Zero Hora que cobriu a queda de Mubarak no Egito;

Samy Adghirni, repórter da Folha de S. Paulo e especialista em Oriente Médio;

Luciano Martins Costa, colunista do Brasil Econômico e autor de O Mal-Estar na Globalização, sobre a economia mundial após os ataques de 11 de Setembro.

 

Redação ou academia: possibilidades criadas com a pós-graduação

Os cursos de pós-graduação em Comunicação do Brasil são pouco conhecidos por falta de divulgação e interesse. Ainda assim, são muito importantes para quem pretende lecionar ou fazer pesquisas na área. Foi por isso que a UFSC criou em 2007 o Mestrado em Jornalismo, com o objetivo de consolidar a posição da universidade como referência na pesquisa em jornalismo no país e em toda a América Latina. Para falar sobre o funcionamento do curso e os caminhos a serem seguidos após sua conclusão, a mesa conta com os seguintes convidados:

Gislene Silva, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo na UFSC;

Felipe Pontes, professor substituto no Departamento de Jornalismo da UFSC;

Alexandre Lenzi, subeditor de Economia do Diário Catarinense.

 

Carreira de jornalista: diferentes caminhos para o foca

Redações barulhentas e agitadas, cinco pautas para apurar por dia e a correria do fechamento não são as únicas oportunidades para alguém formado em jornalismo. Hoje, existem vários caminhos possíveis para seguir na carreira. Seja trabalhando com comunicação empresarial, como assessor de imprensa; ou como freelancer, sem relações fixas com qualquer veículo; ou ainda na mídia alternativa, buscando, ao lado de ONGs, desenvolver os ideais de Direitos Humanos; além, claro, da grande imprensa – ou de desistir da área e virar fotógrafo de batizados. Para apresentar algumas das possibilidades na carreira em jornalismo, a mesa conta com os convidados:

Ana Estela de Sousa Pinto, editora do programa de treinamento da Folha de S. Paulo;

Marques Casara, diretor da Papel Social, organização especializada em projetos de Direitos Humanos;

Patricia Marins, diretora da agência de assessoria de comunicação Oficina da Palavra;

Maurício Oliveira, freelancer e autor do livro Manual do Frila.

 

Imagem é informação: a importância do jornalismo visual

Desde que começou a ser utilizada nos jornais, a imagem sempre foi um atrativo para os leitores. A fotografia trouxe melhores dimensões para a descrição do acontecimento assim como o telejornalismo se impôs ao rádio pela capacidade de relatar os fatos aos espectadores como se eles estivessem presentes no local da ação. Mais que apenas servir de ilustração ou de descanso para os olhos em meio a tanto texto, a imagem tem capacidade de descrever com uma credibilidade maior e também aproxima o consumidor de notícias para aquela realidade desconhecida, comovendo com mais facilidade. Além disso, a imagem é acessível a qualquer um, diferentemente do texto. Para explicar de que forma devemos utilizar a imagem e transformar seu registro em informação de qualidade, a mesa é composta por:

Luiz Iria, diretor de infografia da Abril;

Ludmila Curi, videorrepórter do jornal O Globo, produtora e documentarista;

Sérgio Vignes, fotógrafo independente.

 


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